GEOMETRIA MUSICAL

Compositor revela geometria escondida por detrás das acordes musicais

 

Compositor revela geometria escondida por detrás das acordes musicais

O que a topologia e a geometria não-Euclidiana têm a ver com música? Muito, como prova a pesquisa de Dmitri Tymoczko, cientista da Universidade de Princeton, Estados Unidos. Ele criou uma forma de visualização, um mapa, que ajuda a entender a estrutura musical.

Para se ter uma idéia da importância da descoberta do Dr. Tymoczko, basta ver que, embora acostumada a falar de virtualmente todos os assuntos científicos, a revista Science, em seus 127 anos de existência, nunca antes havia publicado um artigo sobre teoria musical.

“Eu não estou tentando dizer às pessoas qual estilo de música soa melhor, ou quais compositores se deve preferir,” diz o cientista, ele próprio um compositor. “O que eu espero fazer é oferecer uma nova forma para representar o espaço das possibilidades musicais.”

“Se você gosta de um acorde em particular, ou grupo de notas, então eu posso mostrar a você como encontrar outros acordes similares e ligá-los para formar melodias atrativas. Esses dois princípios – utilizar acordes atraentes e conectar suas notas para formar melodias – tem sido central para a música ocidental nos últimos mil anos,” explica Tymoczko.

A representação gráfica da música não é exatamente uma idéia nova. Mesmo quem não sabe nada de música reconhece uma partitura musical quando vê uma. Outra representação, não tão comum, é o círculo das quintas, que representa as relações entre as 12 notas na escala cromática como se elas fossem as 12 horas de um relógio.

Mas a criação do Dr. Tymoczko tenta captar a complexidade que a música atingiu nos últimos 100 anos. A teoria tradicional da música exige que acordes harmonicamente aceitáveis sejam construídos por notas separadas por dois passos na escala. Mas muitos compositores do século XX não atenderam a essa exigência. O resultado são agrupamentos de notas seqüenciais – dissonantes pelo padrão clássico.

“Isto me levou a querer desenvolver um modelo geométrico geral, no qual qualquer acorde concebível seja representado por um ponto no espaço. Desta forma, se você ouvir qualquer seqüência de acordes, não importando o quão pouco familiar eles sejam, você continuará podendo representá-los como uma série de pontos no espaço. Para entender a relação melódica entre esses acordes, você conecta os pontos com linhas, que representam como você terá que mudar suas notas para passar de um acorde para o próximo,” resume Tymoczko.

Bibliografia:

The Geometry of Musical Chords
Dmitri Tymoczko
Science

 

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Fanny Crosby

A COR DO SOM

PARECE  até que falarei do renomado grupo brasileiro de “Azul da cor do mar’ ‘Bem simples’ e ‘Planeta sonho’. Entretanto quero me pautar na novidade musical ‘gospel’ ora explodindo na mídia e adquirindo a forma mais explorada do mercado musical adolescente, denominada de RESTART GOSPEL (original: banda Yunick.

Desde pequeno ouço a expressão ‘as aparências enganam’.

Embora não cultive o hábito de julgar, e nem poderia tê-lo, tenho que por percepção lógica e sedimentada no dia a dia da musicalidade cristã devemos aceitar por um lado que não se pode segurar mais o peso solto no abismo, entretanto podemos ficar sobre o peso e ao menos não sermos esmagados por ele quando chegar ao fundo.

As diferentes formas de nos apresentarmos ao público para levar uma mensagem musical deve ser alimentada mas a funcionalidade mercadológica e a mania de nós cristãos ficarmos imitando outros, como se basicamente não tenhamos potencial aparente de originalidade, tem  causado muito prejuízo às razões fundamentais de se cantar ao Senhor.

Em vez de nos remetermos a Cristo com as canções, a aparência nos remete a quem já faz sucesso, pegando esta carona e ganhando fama e ‘grana’, causando  a perda de foco no objetivo que eles mesmos consideram ser de alcançar camadas sociais ou grupos específicos. Antes de saber deles comentava eu com minha esposa sobre a possibilidade os evangélicos começarem a explorar este mercado enquanto assistíamos à MTV. No dia seguinte vi no Twitter a manchete e fui me inteirar. Nomes característicos, visual extravagante e poses de galã. Será que a cor do nosso som poderá ser alva mais que a neve?

 

História R&B gospel I

AlGreen


Albert Greene
, conhecido como Al Green, (Forrest City13 de abril de 1946) é um cantor estadunidense de gospelsoul music, de grande sucesso no início e metade dos anos setenta. Al Green é conhecido por sua bela voz, bons arranjos musicais e concertos intensos.

Carreira

Al Green começou a cantar aos nove anos junto com outros três irmãos em um grupo gospel de seu pai, o Green Brothers. O quarteto chegou a realizar excursões pelo sul dos Estados Unidos durante a década de 1950. Naquela época, a família Greene mudou-se para o Estado do Michigan. Lá, o jovem Al Green formou seu grupo de R&B, chamado Al Green and the Creations (que em 1968 seria rebatizado como Soul Mates). Em 1968, o Soul Mates alcançou o Top 5 da parada Black Singles da Billboard, com a canção “Back Up Train”.

Rumo ao estrelato

Em 1969, Green deixou a banda e seguiu carreira solo. Conheceu o produtor Willie Mitchell, de quem ficou bastante próximo. Naquele mesmo ano, foi lançado “Green is Blues”, seu disco de estréia. No ano seguinte, veio o sucesso com o álbum “Al Green Gets Next to You”, com destaque para a canção “Tired of Being Alone“.

Já gozando de certo prestígio, Al Green lançou “Let’s Stay Together”, de 1972, um dos seus discos mais famosos. O LP chegou à oitava posição na parada Pop da Billboard e primeiro lugar na parada Black. A música-título ficou no topo das duas listas.

Outros sucessos comerciais do cantor seriam “I’m Still in Love With You”, também de 1972, e “Call Me”, de 1973.

Conversão

Cantor de muita popularidade, Al Green passaria por uma tragédia pessoal em 1975 envolvendo sua namorada Mary Woodson. Em outubrode 1974 após ter sua proposta para casamento recusada, Mary jogou grits (uma refeição típica do sul dos Estados Unidos, algo como de um mingau feito de milho e aveia) fervendo sobre Al, enquanto este tomava banho. O cantor teve queimaduras de segundo grau no abdome, nas costas e no braço. Após a agressão, Mary foi para um outro cômodo e se matou com uma arma de Green.

Profundamente abalado com o episódio, Al Green se converteu ao Cristianismo. Em 1976, ele já havia comprado uma igreja no Memphis e ordenado pastor da Full Gospel Tabernacle. Embora seguisse gravando R&B, as vendas de seus discos começaram a cair e cresciam as críticas sobre seu trabalho – embora os críticos musicais tivessem elogiado “The Belle Album”, de 1977.

Durante uma apresentação em 1979, Green foi ferido e interpretou o acidente como uma mensagem de Deus. Assim, o cantor aproximou-se ainda mais da religião, passando a pregar e a cantar apenas música gospel. Seu primeiro álbum desta fase foi “The Lord Will Make a Way”, em 1980.

De 19811989, Green gravou mais álbuns do gênero, oito deles premiados com o Grammy de “Melhor Performance Soul/Gospel”. Em1984, o diretor de cinema Robert Mugge lançou “Gospel According to Al Green”, um documentário que inclui entrevistas sobre a vida do cantor e cenas dele em sua igreja.

Retorno ao R&B

Após vários anos no estilo gospel, Green iniciou seu retorno ao R&B, com o lançamento do dueto com a cantora britânica Annie Lennox de“Put A Little Love In Your Heart” (escrita em 1968 por Jackie DeShannon), para a comédia Os Fantasmas Contra-Atacam, e a composição do hit “The Message Is Love”, uma parceria com o produtor Arthur Baker.

Seu dueto de 1994 com a cantora de country music Lyle Lovett fundiu este estilo música com o R&B e lhe premiou com seu nono Grammy – pela primeira vez na categoria pop music. No ano seguinte, foi lançado “Your Heart’s In Good Hands”, primeiro álbum secular (não-religioso) de Green. Embora recebesse avaliações positivas da crítica musical, o CD não vendeu bem. Ainda em 1995, Green foi nomeado para o Hall da Fama do Rock and Roll.

Em 2000, Green publicou “Take Me to the River”, um livro que examina sua carreira. Dois anos depois, o cantor recebeu um Grammy pelo conjunto da obra.

Em 2003, foi lançado “I Can’t Stop”, primeiro álbum produzido por Willie Mitchell desde 1985, e o primeiro trabalho de sucesso comercial em décadas. Em 2004, Green foi nomeado para o para o Hall da Fama da Música Gospel. Também naquele ano, a Revista Rolling Stoneranqueou Green na posição 65 na lista dos 100 Maiores Artistas de Todos os Tempos.

Atualmente, Al Green ainda segue fazendo concertos e praticando cristianismo na Full Gospel Tabernacle. O cantor está em estúdio trabalhando para um próximo álbum.

Origem: Wikipédia
Nome completo Albert Greene
Apelido O Reverendo Al Green
Data de nascimento 13 de abril de 1946
Origem Forrest City, Arkansas
País Flag of the United States.svg Estados Unidos
Gêneros R&BGospelSoul
Instrumentos Vocalguitarra
Período em atividade 1967-presente
Gravadora(s) Hi Records
Página oficial www.algreenmusic.com

 

Cordel de Samaria

Cordel de Samaria

 

Como é bom poder falar

Aqui em Vila Isabel

Falar pra gente querida

Na terra do samba e Noel

E sem mais enrolação

Trago minha “falação”

Toda em forma de cordel

 

Quero contar a história

De todos, bem conhecida

De uma samaritana

Êta mulher sofrida

Só de marido, “foi” seis

Agora vejam vocês

Que surpresa querida

 

Em pleno sol de meio-dia

Sem deixar pra depois

Lá foi ela, apressada

Buscar água, ora pois

Quem quer conferir o fato

É só ler em João quatro

De um a quarenta e dois

 

Até que chegou, cansado

Também na beira do poço

E logo pediu de beber

Bem na hora do almoço

De forma doce e gentil

Pois estava sem cantil

Um judeu, bonito e moço.

 

E a moça se assustou

Até pensou ser engano

Aquele pedido raro

Ou até mesmo insano.

Seria um delírio seu?

Pois é estranho um judeu

Falar com samaritano

 

Mas Jesus, logo depressa

Falou com a moça assustada

Que se ela soubesse quem era

Aquele que ali estava

Ela é quem pediria

E ele então lhe daria

Água que nunca se acaba

 

Então pensou a mulher

Mas que rapaz presunçoso

Num tem corda nem balde

Para pegar água do poço

Será que é maior que Jacó?

Tá querendo ser melhor?

Tá pensando que é famoso?

 

E Jesus calmo, lhe disse

Naquela “mansura” terna:

Dessa água a sede volta

“Purcausa” da quentura externa,

Mas eu falo de uma fonte

Que jorra água aos montes

Eu falo é de vida eterna

 

E a conversa foi seguindo

Sobre a vida tão incerta

Daquela mulher no poço

Que ainda fosse esperta

Não tinha na vida, sabor

Mas reconheceu o Senhor

E disse: Tu és profeta!

 

– Então  me responda ligeiro

Uma coisa inquietante

Nossos pais aqui adoram

Bem no alto desse monte

Mas os judeus, veja bem

Dizem que é em Jerusalém

Da adoração a fonte!

 

E Jesus disse: Mulher

Creia em mim, a hora vem

Que nem será nesse monte

E nem em Jerusalém

Que adorarás a Deus

Pois aqueles que são Seus

Saberão de todo o bem.

 

Porque Deus é Deus de todos

De toda raça e cidade

Pode ser rico ou pobre

Adulto ou de menor idade

O que o pai procura mesmo

É quem não adore a esmo

Mas em espírito e verdade.

 

E Jesus como messias

A ela se revelou

Que grande anunciação

Àquela moça chegou

Logo foi a cidade

Espalhando a novidade

Do Cristo, com quem conversou

 

Agora vejam vocês

Como a coisa bagunçou

Nos nossos dias de hoje

O evangelho desandou

A gente liga a TV

E aquilo que mais se vê

Num é coisa do “Sinhô”.

 

Tanta gente extravagante

Tanta coisa esquisita

Tanto falso profeta

Até com fala bonita

Tanta coisa prometendo

Riqueza e até casamento

Para ficar “de bem com a vida”

 

Cada dia um novo “posto”

É apóstolo, patriarca

Gente tocando no altar

Gente trazendo a arca

E a tal prosperidade

É o selo de qualidade

Desse “euvangelho”, a marca

 

Se ligo a televisão

Ouço então um tal pastor

A quem o povo idolatra

Mas que me causa horror

E eu me espanto: poxa

O cabra chama de “trôxa”

Quem oferta por amor.

 

Mas o que isso tem a ver

Com a história contada?

É que essa gente toda

Da lei, seguidora afiada

Não percebe que a graça

É mais que simples carcaça

Da lei que não leva a nada.

 

Pois para Deus não importa

O templo, a forma, o lugar

Evangelho é mais que isso

Mais que o muito falar

Mais que um lugar sagrado

Mais que um palco armado

Mais que o tanto cantar.

 

Nem tem Deus aqui na terra

Algum filho preferido

Que ameace os fiéis

“não toques no meu ungido”

Gente assim não tem parte

Na graça de Deus que reparte

Aquilo que é recebido

 

Porque todo que é de Deus

Já possui a sua unção

Não precisa de “apóstolo”

Que lhe obrigue o “beija-mão”

Pois o sangue do cordeiro

Rasgou o véu por inteiro

Pra nossa satisfação.

 

Esse evangelho medonho

Que só traz fardo e pesar

Não tem nada do Cristo

Que nos ensinou o amar

E nos deu a sua graça

Que nem ferrugem, nem traça

Podem o valor tirar

 

Perdoem-me tanta dureza

Mas me causa arrepio

Ver coisa tão abundante

Virar sequidão de estio

E tanta gente ferida

Pois se deixou, seduzida

Levar pelo falar macio

 

De gente tão perigosa

Mas que posa abençoada

Falsos e mentirosos

De fala até impostada

Mas que se possível fosse

Arrancariam com foice

A fé simples, dedicada.

 

Mas ainda há outra coisa

Que também quero pensar

Com base também na história

Que hoje vim lhes contar

Em espírito e em verdade

A minha brasilidade

Também posso demonstrar

 

Porque em muitas igrejas

Cantar algo brasileiro

É quase que uma afronta

Tocar um surdo e pandeiro

Pois o que é de nosso chão

É quase “coisa do cão”

Só é bom o estrangeiro!

 

Tocar viola caipira

Num templo é coisa profana!

Ainda mais acompanhada

Da zabumba e da sanfona

Sacro mesmo é o piano

E o órgão, mano a mano

“Isso sim é que é bacana!”

 

Mas o que eu posso fazer

Se o “Sinhô” me quis assim

Moreno, caboclo, caipira

Nesse chão tupiniquim

Cantando o luar da serra

Plantar os meus grãos na terra

Assim “mess”, do meu “jeitim”.

 

Pois o que me enche a alma

É minha canção, minha gente

Meus ritmos tão diversos

Meus sotaques tão contentes.

Tanta riqueza de sons

Tantos acordes bons

Tratados como indigentes?

 

É também isso que Cristo

Ao conversar co’a mulher

Quis deixar claro a todos:

Venha de onde vier

Em qual ritmo que for

Desde que seja em amor

É a adoração que Deus quer.

 

E não posso me deixar

Levar pelo comercial

Daquilo que toca nas rádios

Feito para ganhar metal

Cantado só da garganta

Repetido como mantra

Só para “agradar geral”

 

Nossa missão é maior

Muito mais importante

É falar de Deus assim

Com as nossas dissonantes

Em bemóis, em tons maiores

Sustenidos ou menores,

Mas tendo a verdade reinante.

 

Com bossas ou com milongas

Xotes ou carimbós

Toadas, frevos ou sambas

Choros, ou mesmo os forrós

Mais do que só a imagem

O importante é a mensagem

Que liberta todos nós.

 

Esse é o nosso encargo

Doce tema musical

Que Cristo salva por graça

Livra de todo o mal

Todo aquele que com fé,

Assim como aquela mulher

Faz dele Senhor, afinal.

 

Também não sou um xiita

Desdenhando o que é de fora

Que isso fique bem claro

Só não vou mandar embora

Da minha alma a batucada

O gingado, a gargalhada

Que da minha terra aflora.

 

Em Deus há espaço pra tudo

Piano, atabaque e flauta

Pro que é improvisado

Ou pro que está na pauta

Repentista ou maestro

Seja canhoto ou destro

Diversidade não falta!

 

E quero, já caminhando

Pro final da “falação”

Deixar minha simples mensagem

Minha recomendação

Se Deus lhe deu um talento

Esteja sempre atento

Ao que vai no coração

 

Não fale da boca para fora

Faça da vida a mensagem

Não “jogue para a torcida”

Ser, no deserto, miragem

Peça a Deus olhos abertos

Para seguir no rumo certo

Sem desviar em visagens

 

Pois o que agrada a Deus

Não é se eu falo bonito

Conforme as regras da lei

Se sou mais santo, ou levito

Ele busca é quem o queira

Da mais simples maneira

E não quem “ganhe no grito”.

 

Que a gente aprenda sempre

Pra toda a posteridade

A encontrarmos em Deus

Graça e fidelidade!

Pois Ele não olha o que temos,

Mas sim o que somos e cremos

Em espírito e em verdade!

 

José Barbosa Junior, em 25 de setembro de 2010

 

 

ÁPEX

Será que chegamos ao ápex evolutivo da musicalidade cristã? É…, parece que agora estamos como que andando em círculos ou até mesmo regredindo em detrimento de tudo que fora conquistado pelos pioneiros de décadas passadas. Segundo a astronomia Ápex é o destino da viagem que o nosso sistema solar faz em direção à região da estrela Vega relativamente próxima à constelação Lyra. Nesta viagem o ápice ou ápex está determinado, mas e na nossa viagem musical, já encontramos este destino final?

Cada um deseja que seu estilo seja cantado na igreja mas nem sempre isto foi possível. Mas hoje podemos desmistificar muita coisa e estar mais aberto ao canto particular com menos imposições. Praticamente todos os estilos já foram experimentados pelos evangélicos nas mais diversas denominações mas o domínio do estilo só foi arranhado em sua superfície. Talvez alguns como o romântico estilo adoração tenha saturado nossos ouvidos já de algum tempo e por isso talvez se pense que já desenvolvemos todo o seu potencial.

Estilos mais rústicos, por assim dizer, não explorados pela mídia têm sido mais profundamente estudados talvez até compensando esta falta de divulgação, porque a qualidade está caindo tanto em letra quanto em melodia. É como a senóide da função seno ou a parábola com seu ponto máximo. Oscilamos mas pensávamos que só crescíamos, avançávamos… Penso que como alguém que começa um pequeno negócio e quando a qualidade do seu produto supera as expectativas logo cresce mas em algum momento pelo volume da demanda acaba perdendo qualidade pela pressa em aproveitar o momento do lucro.

Uma Visão Panorâmica I

O conceito de musicalidade cristã atualmente está atrelado e se difundiu nas últimas décadas sob a ótica de liberdade de expressão artística antes considerada pela maioria da liderança eclesiástica como sendo um desvio espiritual daquilo que o Senhor aceitaria como canto digno à sua pessoa. Instrumentos inusitados, estilos variados, dança e visual moderno, inspirados nos estilos praticados; linguagem crítica e canções para diversas tribos.

Mas o que a Igreja Cristã ganhou e perdeu com estas mudanças? Devemos imaginar primeiramente que quase não ficamos sem música no nosso cotidiano visto que por onde quer que andemos sempre estamos ouvindo musica, querendo ou não. Por isso estamos condicionados de alguma maneira a intercalar nossas tarefas ao exercício auditivo musical. Dentro dos templos isto não é diferente. Temos que a música dentro da igreja reflete um desejo (nem sempre real) de elogiar àquele motivo de sua fé. O culto ganha em diversidade e movimentação climatizando o ambiente para reflexões, congratulações e condicionamento psicológico. As pessoas perdem em alguns casos a noção de quando a ‘razão’ (ética idealizada) perde para ‘virtualizações’ que em geral determinam a sua realização pessoal de extravasamento. Mas será que este ser adorado quer que eu me preocupe com um ritual formatado idealizado pela mente humana acreditando que este é o formato específico a ser oferecido a quem dá forma e deforma tudo ou apenas me permite ser feliz naquilo que me deixa contente com ele por esta liberdade?

Durante um culto numa igreja cuja liberdade musical é maior temos que o público se sente privilegiado pela oportunidade de expressar à sua maneira uma musicalidade própria, original e sem receios de estar limitados às formas sedimentadas ao longo dos anos. Num ritual tradicional a forma fixa reflete condicionamentos e medo. Muito mais medo da autoridade local do que do próprio ser adorado; não permitindo a evolução que deveria ser permanente e que é inerente ao ser humano no aspecto legal e conceitual de liberdade cristã.

De forma prática poderemos ver que todo o movimento que gerou nos anos 70 e 80 mudanças radicais na musicalidade cristã brasileira presenteou a sociedade evangélica com muitas possibilidade que foram e são aproveitadas pelos músicos embora saibamos que mesmo tendo que explorar e vivenciar esta liberdade devemos estar atentos às regras gerais de respeito às opiniões e direitos do próximo (nosso irmão em cristo) que formatado ou não, com medo ou não, tem direito a cantar e se expressar à sua maneira ao seu Deus, mesmo que seja só, em sua casa, sob seu chuveiro!

PRMISTER 18/10/2010


THALYTA

SILVINHO

CARLINHOS FELIX